“Não tinha teto, não tinha nada”

Mesmo discordando sobre valores de verdade e falsidade, mesmo achando que as coisas simplesmente são e que sua complexidade não pode ser reduzida a essa dicotomia, a essa tendência humana ao maniqueísmo, segue uma reflexão ainda assim válida, dadas aproximações e interpretações — que certamente fogem do meu controle, mesmo como autora. Landau et al.… Continuar lendo “Não tinha teto, não tinha nada”

Ordinário

Me sinto sombria demais. É algo que se concentra no estômago, nos intestinos… Não sei. É um pouco no peito, no centro. É uma respiração rasa. É pau, é pedra. Uma vontade de não me mexer… A boca saliva, os olhos são secos, as pernas bem cruzadas, os pés bem tortos, muito distantes. Uma corcunda surge.… Continuar lendo Ordinário

Uma tarefa difícil…

Tu me pediste uma tarefa difícil: escrever algo sensual em Português no teu mural. O que posso dizer? Português é minha língua mãe. Não importa o conteúdo. Se bem falado, se sussurrado, assim, lábios com lábios, sentirás as pernas falharem, um estremecimento, um arrebatamento. Português é minha língua mãe. Se por um momento te faltar… Continuar lendo Uma tarefa difícil…